Um processo próximo de completar 10 anos teve mais um desdobramento no Salão do Júri do Fórum de Santa Maria. A ação tramita na 1ª Vara Criminal e tem 75 réus. Eles respondem por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Na tarde desta terça-feira, ocorreu a audiência para ouvir testemunhas de defesa. No contexto atual, o nome da operação que originou o processo, a Operação Rio Branco, não faz mais sentido porque não há mais camelôs na Avenida Rio Branco.
A investigação da Polícia Federal, com apoio da Brigada Militar e da Polícia Civil de Santa Maria, teve início em 2009. Na época, a PF descobriu, por meio de interceptações telefônicas, um suposto esquema de venda de drogas envolvendo trabalhadores dos camelôs em Santa Maria.
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Segundo o processo, o comércio de entorpecentes tinha uma grande teia atuante em outras cidades, que faziam a distribuição da droga vinda de países vizinhos. O inquérito apurava tentáculos da organização em Porto Alegre, Carazinho, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Nova Hartz, Parobé, Novo Hamburgo e Foz do Iguaçu.
O processo principal continha 23 volumes e, em 2011, foi divido em dois. Do total de réus, 25 acusados estão no processo principal, e os demais, no processo criado a partir do original. Segundo a defensora pública Váleria Brondani, que defende parte dos réus, nenhuma testemunha foi ouvida nesta terça-feira porque os advogados de defesa desistiram dos depoimentos e pediram a substituição por declarações abonatórias aos réus. Esses documentos são relatos de conhecidos dos suspeitos sobre a índole deles, que são juntados ao processo.
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Segundo o advogado Christiano Pretto, que defende uma ré acusada de participar do esquema, ela nega a participação no crime. A mulher responde ao processo em liberdade.
Ainda restam audiências para ouvir duas testemunhas por videoconferência e os réus. Só, então, será proferida a sentença.